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O Sagrado Arco Real revela aquilo que foi simbolicamente perdido e conduz o Mestre à compreensão mais elevada da sua vida maçônica.
O Supremo Grande Capítulo foi regularmente constituído e está vinculado ao
A origem do Sagrado Arco Real deve ser compreendida dentro do contexto mais amplo do desenvolvimento da Maçonaria especulativa no século XVIII, período marcado por intensa transformação ritualística, reorganização institucional e aprofundamento simbólico. Longe de surgir como um acréscimo periférico, o Arco Real emerge como resposta a uma lacuna percebida por muitos Maçons da época: a sensação de que o Grau de Mestre Maçom, embora rico em significado, encerrava a narrativa iniciática em um ponto de ruptura — a perda — sem oferecer plenamente a sua resolução.
Os primeiros indícios documentais do Arco Real remontam à década de 1730, com referências mais consistentes a partir dos anos 1740, especialmente na Inglaterra e na Irlanda. Há registros de sua prática em lojas que trabalhavam sob jurisdições diversas, incluindo aquelas ligadas aos chamados “Antients” (Antigos), que valorizavam fortemente esse corpo de ensinamentos. Nesse período, o Arco Real não era ainda um sistema rigidamente estruturado, mas um conjunto de tradições e práticas que orbitavam o universo simbólico do terceiro grau, aprofundando sua narrativa.
O conflito histórico entre as Grandes Lojas dos “Moderns” e dos “Antients” contribuiu significativamente para a consolidação do Arco Real. Enquanto os “Moderns”, associados à Primeira Grande Loja de Londres (1717), tendiam a restringir a Maçonaria aos três graus simbólicos, os “Antients” sustentavam que o Arco Real era parte essencial da antiga tradição. Para estes, a Maçonaria não estaria completa sem os ensinamentos que conduzem à redescoberta daquilo que fora simbolicamente perdido no grau de Mestre.
Esse impasse foi resolvido de forma elegante e profundamente significativa com o Ato de União de 1813, que deu origem à United Grand Lodge of England. No texto desse acordo histórico, firmou-se a célebre declaração de que a “Maçonaria pura e antiga consiste em três graus, incluindo o Sagrado Arco Real”. Essa fórmula, ao mesmo tempo conciliatória e reveladora, reconheceu o Arco Real como parte integrante da tradição, sem romper com a estrutura dos três graus simbólicos. Na prática, estabeleceu-se que o Arco Real não é um grau superior, mas a sua continuidade lógica e espiritual.
Do ponto de vista simbólico, o Arco Real se estrutura em torno da temática da restauração. Se o terceiro grau apresenta a perda da Palavra — elemento central da tradição maçônica — o Arco Real conduz à sua redescoberta. Essa dinâmica não deve ser interpretada de forma literal, mas como um processo de iluminação progressiva, no qual o iniciado é conduzido a uma compreensão mais profunda da verdade, da identidade e do propósito. Trata-se de um movimento de descida às ruínas e posterior elevação à luz, em uma narrativa que ecoa antigos mitos de reconstrução e revelação.
A influência do Arco Real rapidamente ultrapassou as fronteiras britânicas, sendo incorporada de maneiras distintas em diferentes sistemas maçônicos. Nos Estados Unidos, por exemplo, tornou-se parte integrante do Rito de York, estruturado em uma sequência de graus capitulares que expandem e desenvolvem os ensinamentos simbólicos. Já na tradição inglesa, manteve-se como uma Ordem autônoma, intimamente vinculada à Maçonaria simbólica, porém com identidade ritual própria.
Assim, o Sagrado Arco Real não pode ser compreendido como uma mera extensão administrativa ou um grau adicional no sentido convencional. Ele representa, antes, a chave interpretativa da caminhada maçônica, oferecendo ao Mestre Maçom a possibilidade de integrar aquilo que antes lhe foi apresentado de forma fragmentada. É nesse reencontro — simbólico, filosófico e espiritual — que reside sua verdadeira essência.
Ao longo dos séculos, o Arco Real consolidou-se como uma das expressões mais elevadas da tradição maçônica, preservando rituais, símbolos e ensinamentos que convidam à reflexão profunda e ao aperfeiçoamento contínuo. Sua permanência e expansão testemunham não apenas sua relevância histórica, mas sobretudo sua capacidade de falar, ainda hoje, àqueles que buscam compreender mais plenamente o caminho que escolheram trilhar.
Em 1º de maio de 2025, data que passa a ocupar lugar de destaque na história da Maçonaria em Mato Grosso, foi fundado e consagrado, na cidade de Cuiabá, o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Sagrado Arco Real do Estado de Mato Grosso (SGCMSARMT).
A cerimônia contou com a honrosa participação e chancela do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Arco Real do Estado de Pernambuco, conferindo legitimidade, regularidade e continuidade histórica ao ato constitutivo.
01 de maio de 2025
Fundação e consagração do SGCMSARMT em Cuiabá/MT.
Chancela Regular
Fundado pelo Supremo Grande Capítulo de Maçons do Arco Real do Estado de Pernambuco.
Capítulos Fundadores
Diogo Douglas Carmona nº 01 – Cuiabá/MT
Perfeita Harmonia nº 02 – Cuiabá/MT
Ganso e a Grelha nº 03 – Sorriso/MT
Companheiros oriundos do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso e da Sereníssima Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso uniram esforços em torno de um propósito comum: fortalecer a Maçonaria por meio do aprofundamento de seus ensinamentos.
A criação do SGCMSARMT marcou uma nova etapa para a Maçonaria mato-grossense, que passou a contar com um Supremo Grande Capítulo próprio, soberano e regular, inserido na tradição do Sagrado Arco Real de Jerusalém e vinculado ao GOEMT.
Preservar e praticar fielmente os rituais do Sagrado Arco Real de Jerusalém, promover o aperfeiçoamento espiritual, moral e filosófico dos Companheiros e conduzir o Mestre Maçom à compreensão mais elevada de sua caminhada iniciática.
Consolidar-se como referência de excelência, regularidade e unidade no Sagrado Arco Real no Brasil, expandindo seus Capítulos de forma organizada e fortalecendo os laços entre as Potências regulares.
Erguido sob os princípios da Sabedoria, Força e Beleza, o Supremo Grande Capítulo segue firme em sua trajetória, iluminando caminhos, restaurando significados e fortalecendo os laços que unem os Companheiros na busca pela Verdade.
Ingressar no Sagrado Arco Real é dar continuidade à caminhada iniciática iniciada na Loja Simbólica. O Mestre Maçom vivencia, no terceiro grau, uma experiência marcada pela perda e pela busca. O Arco Real oferece a resolução dessa narrativa, conduzindo à redescoberta da Palavra e à compreensão dos ensinamentos que, até então, permaneciam velados.
No Arco Real, o símbolo ganha profundidade, o conhecimento se organiza e a experiência maçônica se torna mais completa. Não se trata apenas de avançar, mas de reencontrar a essência da tradição, o significado dos ensinamentos e o propósito mais elevado da caminhada maçônica.
Para o Mestre Maçom que deseja compreender mais, aprofundar-se mais e viver a Maçonaria em sua plenitude, o Arco Real se apresenta como um caminho natural de aperfeiçoamento.
O Supremo Grande Capítulo é conduzido por Companheiros comprometidos com a tradição, a regularidade e o desenvolvimento do Arco Real. Sua liderança representa não apenas a administração da Ordem, mas também o zelo pela preservação ritualística, pela expansão harmoniosa dos Capítulos e pela formação dos Companheiros.

Primeiro Grande Principal

Pró-Primeiro Grande Principal

Segundo Grande Principal

Terceiro Grande Principal

Grande Escriba Esdras

Grande Tesoureiro

Grande Escriba Neemias
Pedro Martins Verão

Grande Diretor de Cerimônias
João Victor Duarte

Assistente do Grande Diretor de Cerimônias
Luiz Henrique Moreno Lemos

Grande Principal Forasteiro
Hugo Rodrigues Pfannemuller

Grande Primeiro Assistente de Principal
Leonir Rosa

Grande Segundo Assistente de Principal
Vitor Modesto Braz

Grande Guardião
Almerindo José Silva Costa

Grande Fiel de Registros
Deivis Ceslei Maggi

Grande Porta-Estandarte
Pedro Nessi Snizek Junior

Grande Organista
Renan Henrique de Carvalho

Primeiro Grande Principal Passado

Primeiro Grande Principal Passado

Primeiro Grande Principal Passado

Primeiro Grande Principal Passado

Primeiro Grande Principal Passado

Segundo Grande Principal Passado

Primeiro Grande Principal Passado

Segundo Grande Principal Passado

Segundo Grande Principal Passado

Segundo Grande Principal Passado

Terceiro Grande Principal Passado

Terceiro Grande Principal Passado
Os Capítulos do Sagrado Arco Real são as unidades onde os trabalhos capitulares são realizados, proporcionando aos Companheiros a vivência plena dos ensinamentos do Arco Real, atuando em harmonia com as Lojas simbólicas e fortalecendo a continuidade da caminhada maçônica dos Mestres Maçons.

Diogo Douglas Carmona
nº 01
Cuiabá/MT
Reuniões:
MAR, MAI, JUL, SET e NOV
Contato:
Comp. Lennon Lucas Campos Ferreira

Perfeita Harmonia
nº 02
Cuiabá/MT
Reuniões:
FEV, AGO, JUN e DEZ
Contato:
Comp. Carlos Alberto Arça Gaspar

Ganso e a Grelha
nº 03
Sorriso/MT
Reuniões:
4º sábado de MAR, JUN, SET e NOV
Contato:
Comp. Rogério Toledo Filho

Guardiões da Aliança
nº 04
Paranatinga/MT
Reuniões:
3ª sexta-feira de JAN, ABR, AGO e NOV
Contato:
Comp. Régis da Silveira
O ingresso no Sagrado Arco Real é reservado exclusivamente a Maçons colados no Grau de Mestre há pelo menos 04(quatro) semanas, estar em pleno gozo de seus direitos, pertencentes a Lojas de Potências Regulares (COMAB, CMSB e GOB).
O candidato deve demonstrar interesse genuíno pelo aperfeiçoamento iniciático, respeito às tradições da Ordem e compromisso com os princípios que regem a Maçonaria Universal.
A admissão ocorre mediante indicação, análise e aprovação capitular, observando-se os preceitos de regularidade, moralidade e idoneidade.
Caso você preencha os requisitos e deseje prosseguir em sua caminhada, convidamos a formalizar seu interesse por meio do formulário disponível neste site.
Acompanhe as publicações oficiais do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Sagrado Arco Real do Estado de Mato Grosso.